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Esporte 13/9/2017 11:34:24 » Por

Coreia do Sul quer atletas norte-coreanos nos Jogos de Inverno em 2018

Enquanto cresce tensão entre governos, porta-voz da organização vê importância simbólica da participação em Pyeongchang e presidente do COI



Thomas Bach, presidente do COI, em visita à Coreia do Sul, que receberá os Jogos de Inverno em 2018 (Foto: Divulgação/PyeongChang)

Thomas Bach, presidente do COI, em visita à Coreia do Sul, que receberá os Jogos de Inverno em 2018 (Foto: Divulgação/PyeongChang)

 

A Coreia do Sul quer norte-coreanos competindo no seu território em 2018. Em meio a uma grave crise diplomática envolvendo potências nucleares, o esporte olímpico aparece como ponto de interseção. É grande e crescente a preocupação do Comitê Olímpico Internacional (COI) em relação às condições para que sejam realizados os Jogos de Inverno em Pyeongchang no próximo ano. Mas também aumenta o esforço da entidade, e do próprio comitê organizador, de usar a competição como um exemplo de que a convivência pacífica e o diálogo são possíveis.

Na noite de terça-feira, Thomas Bach discursou na abertura do Congresso do COI sinalizando que as portas de Pyeongchang estão abertas aos esportistas norte-coreanos. E a porta-voz do comitê organizador, antes mesmo do discurso do presidente do COI, confirmou:

- Gostaríamos de ver os atletas norte-coreanos participando de Pyeongchang. Primeiramente, é uma questão de classificar. Sabemos que há norte-coreanos que estão lutando por vagas. Estamos ansiosos para receber norte-coreanos que se classifiquem nos próximos meses para os Jogos. O que estamos tentando fazer é encorajar a participação.

Além do aspecto esportivo, do desejo de contar com o maior número de atletas possível na competição, Park também enxerga um grande potencial simbólico na participação dos “vizinhos”, embora a relação entre os dois países esteja mais do que estremecida no momento.

- Claro que, para ter perspectiva, gostaríamos que o máximo de pessoas participem. Queremos que todos os atletas participem porque farão os Jogos ainda melhores. Mas é óbvio que ter atletas norte-coreanos seria muito simbólico para nós também. Há muitas preocupações, mas estamos monitorando a situação.

 
Lee Eun-Ju  da Coreia do Sul e Hong Un Jong da Coreia do Norte colocaram o esporte acima da política na Rio 2016 (Foto: Reuters)

Lee Eun-Ju da Coreia do Sul e Hong Un Jong da Coreia do Norte colocaram o esporte acima da política na Rio 2016 (Foto: Reuters)

 

A primeira entrevista coletiva de Bach em Lima aconteceu no mesmo dia em que a ONU impôs novas e mais rígidas sanções ao regime de Kim Jung-un. Também na segunda-feira, o governo do Peru ordenou que o embaixador norte-coreano deixasse o país. Como se não bastasse, nesta quarta-feira o “New York Times” publicou planos da Coreia do Sul de criar uma força-tarefa para assassinar o ditador norte-coreano. O regime de Kim Jung-um continua a proceder com testes nucleares e detonou uma bomba de hidrogênio no início do mês, de potência cinco vezes maior do que a lançada contra a cidade japonesa de Nagasaki em 1945.

Ainda assim, Bach acredita na “trégua olímpica”. O presidente do COI afirmou, no discurso da cerimônia de abertura do Congresso, que mesmo no caso de os norte-coreanos não se classificarem, pretende encontrar uma solução para a participação dos atletas do país. Ou seja, a importância da presença dos norte-coreanos nos Jogos de Inverno de 2018 vai além das habilidades esportivas.

- Baseado no princípio de neutralidade política, estamos deixando as portas abertas para a participação dos atletas. Oferecemos suporte aos atletas norte-coreanos para a qualificação. Mesmo se perderem a qualificação, o COI, junto com as federações internacionais, estará pronto para achar uma solução para sua participação se o Comitê Olímpico do país o desejar.

No mesmo discurso, o presidente do COI disse estar em contato com o governo de ambos os países e assegurou que em nenhum momento os Jogos de Inverno foram colocados em xeque.

- Como sabemos, esses Jogos estão acontecendo em meio a um período de circunstâncias políticas difíceis. Estamos acompanhando tudo de perto. Estamos em contato com os governos e comitês olímpicos envolvidos. Em todas as conversas que tivemos, os Jogos de Pyeongchang nunca foram colocados em dúvida. Pelo contrário, pudemos reafirmar nossa posição. E a posição é bem clara. Os Jogos Olímpicos devem estar acima de tensões políticas, não devem ser uma ferramenta de manobra política, e devem ser vistos como um estágio para o diálogo. Os Jogos são símbolo de esperança e paz.

 

 


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