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Esporte 22/12/2017 11:11:53 » Por

Maldição reforça fanatismo na cidade mais palmeirense do Brasil

Amparo é o município com a maior porcentagem de curtidas nas páginas do Verdão



O ano era 1976. No antigo Palestra Itália, no mesmo local que hoje abriga uma das mais modernas arenas de futebol do mundo, o Palmeiras vencia o XV de Piracicaba por 1 a 0 e sagrava-se campeão paulista pela 18ª vez na história. A festa não cabia na gigante São Paulo.

Minutos após o apito final de Romualdo Arppi Filho, uma onda verde tomava conta do centro de Amparo, cidade de colônia italiana a 138 km da capital. A excitação era tão grande que irritou um certo João Baptista Lisboa. Enquanto os rojões atrapalhavam sua missa, o padre soltou:

 

"Enquanto eu for vivo, esse time nunca mais será campeão".

 

 
Busto em homenagem ao padre que dá nome à praça em Amparo (Foto: Murilo Borges)

Busto em homenagem ao padre que dá nome à praça em Amparo (Foto: Murilo Borges)

Essa é a "maldição" que todo amparense conhece. Verdadeira ou não? Difícil encontrar provas que não sejam as memórias dos habitantes da cidade, a que reúne o maior percentual de palmeirenses no Mapa das Curtidas 2017, quase 20%.

+CLIQUE AQUI e veja o Mapa das Curtidas, levantamento feito pelo GloboEsporte.com em parceria com o Facebook.

É certo que a história passou de geração para geração. Importante dizer: o padre, que atuou por mais de 60 anos na cidade, morreu em 1993, ano do fim do jejum palmeirense com a conquista do Paulista daquele ano.

– Minha geração cresceu ouvindo essa história. Alguns dizem que estava tendo uma missa e um torcedor soltou um rojão quase dentro da igreja, outros que estava tendo uma recepção à imagem de Nossa Senhora e aconteceu isso – explica o professor Edmilson Guimarães, um dos muitos palmeirenses que vivem na cidade.

Essa lenda reforça o laço do Palmeiras com Amparo. Parte do Circuito das Águas do estado de São Paulo, a cidade é influenciada fortemente pela colonização italiana. Assim, o lado verde é uma herança das gerações antigas para as atuais. E também para os futuros amparenses que sequer nasceram.

 
Edmilson Guimarães posa ao lado do busto feito ao padre João (Foto: Murilo Borges)

Edmilson Guimarães posa ao lado do busto feito ao padre João (Foto: Murilo Borges)

– Sou palmeirense desde 1969, então tive a honra de ver o bom tempo da Academia. Era um prazer ver César, Ademir da Guia, todo esse pessoal. Meu neto está a caminho e já comprei tudo, material, chupeta. É inegociável, não tem como não ser palmeirense – completa o professor.

 

Mais histórias do esporte

 

Além da "maldição" ao Palmeiras, o padre João Baptista Lisboa é famoso pelo carinho que sempre dedicou à paróquia. Outra história da passagem dele por Amparo envolve Maria Lenk. A nadadora, que hoje batiza o complexo que recebeu as provas aquáticas das Olimpíadas de 2016, morou na cidade em meados dos anos 1930.

 

– Ela descia de manhã de maiô, lá por volta de 1937, 1939. Ele não gostava disso, por causa do traje, e achou que era um mau exemplo – relembra o aposentado Celso Guimarães, outro palmeirense fanático que reside no município.

 
Busto do padre em frente à paróquia, no centro de Amparo (Foto: Murilo Borges)

Busto do padre em frente à paróquia, no centro de Amparo (Foto: Murilo Borges)

Amparo revelou dois jogadores de sucesso no futebol: os irmãos Luisão e Alex Silva. O primeiro foi campeão da Tríplice Coroa pelo Cruzeiro em 2003, disputou a Copa do Mundo de 2006 pelo Brasil e hoje é um dos maiores ídolos recentes do Benfica. O segundo, mais jovem, foi bicampeão brasileiro pelo São Paulo e também atuou na Europa e pela seleção brasileira.

Nenhuma dessas personalidades vestiu a camisa do Palmeiras, mas isso não diminui o estreito relacionamento. Lógico que corintianos e são-paulinos, os maiores rivais, também existem aos montes, mas as festas alviverdes parecem mais fortes.

A colônia palestrina costuma festejar os títulos ali, na praça Monsenhor João Baptista Lisboa. Batizada em homenagem ao padre, que, indiretamente, participou da história do Verdão.

 
Palmeirenses comemoram título da Copa do Brasil de 2015 em Amparo (Foto: Arquivo pessoal)

Palmeirenses comemoram título da Copa do Brasil de 2015 em Amparo (Foto: Arquivo pessoal)


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