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Esporte 13/4/2018 15:12:15 » Por

Pilotando como nunca, e de novo à frente de Vettel, Kimi quer seguir na F1 em 2019

O Raikkonen deste ano é diferente do de 2017, resignado com o fato de Vettel ser regulamente mais rápido



Sebastian Vettel, da Ferrari, é o líder do mundial, com 50 pontos. Resultado da grande performance nas duas primeiras etapas do campeonato, na Austrália e no Barein. Kimi Raikkonen, seu companheiro, está em quinto, com apenas 15 pontos, por ter sido terceiro na prova de abertura e abandonar, domingo, a corrida noturna no deserto, depois de um erro do operador do semáforo no seu segundo pit stop, na 35ª volta de um total de 57.

 
Raikkonen, Vettel e Bottas, os três primeiros do grid no Barein (Foto: Reuters)

Raikkonen, Vettel e Bottas, os três primeiros do grid no Barein (Foto: Reuters)

Mas Vettel é mesmo o piloto mais rápido da Ferrari? Os números sugerem que não, apesar da eficiência na conquista dos pontos. Nesta sexta-feira, nos dois treinos livres do GP da China, em Xangai, mais uma vez Vettel ficou atrás de Raikkonen, como já havia ocorrido nos Circuitos Albert Park e Sakhir.

O mais veloz do dia foi Lewis Hamilton, da Mercedes, com 1min33s482. Mas Mercedes e Ferrari estão muito próximas, o que atesta o ótimo momento de Raikkonen como piloto, aos 38 anos. Se o piloto não for preciso nessas condições perde várias colocações. Mas o finlandês ficou em segundo, apenas 7 milésimos atrás de Hamilton.

Depois vieram Valtteri Bottas, parceiro do inglês, terceiro, a 33 milésimos, e só então aparece Vettel, quarto, a 108 milésimos de Hamilton. Se esse for o cenário da definição do grid, neste sábado, e da corrida, domingo, a luta pela vitória no GP da China pode vir a ser a mais acirrada até agora na temporada.

 
Lewis Hamilton foi o mais rápido da sexta nos treinos livres para o GP da China (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Lewis Hamilton foi o mais rápido da sexta nos treinos livres para o GP da China (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Os 20 pilotos registraram seus tempos com os pneus ultramacios. A Pirelli distribuiu ainda os macios e médios, pulou os supermacios. Como de praxe, a temperatura em Xangai é relativamente baixa no início da primavera, o que tende a jogar a favor da Mercedes, pois até agora sofreu mais que a Ferrari com o calor, em especial no uso dos pneus mais macios. A temperatura ambiente na sessão da tarde, nesta sexta-feira, foi de 17 graus e o asfalto não passou de 20 graus.

O Raikkonen deste ano é diferente do de 2017, resignado com o fato de Vettel ser regulamente mais rápido. Nesta sexta-feira, por exemplo, saiu do cockpit do modelo SF71H e disse à imprensa italiana:

- Eu me sinto muito à vontade nesse carro. Fomos muito bem hoje de novo. Enfrentei um pouco de tráfego na minha volta lançada, portanto seguramente poderia ter sido mais veloz.

Pois mesmo não tirando o máximo do SF71H, Raikkonen ficou, como mencionado, a 7 milésimos de Hamilton em um circuito de 5.451 metros e 16 curvas, e 101 milésimos na frente de Vettel.

 

Retrospecto superior

 

Obviamente não é por causa apenas do resultado desta sexta-feira que Raikkonen tem surpreendido, mas por estar sendo, regularmente, mais veloz que Vettel. Se na sessão da tarde ficou em segundo e Vettel, quarto, no treino da manhã Raikkonen registrou 1min34s358, segundo, ou 359 milésimos mais lento que Hamilton, primeiro, mas 503 milésimos melhor que Vettel, apenas sexto.

É preciso voltarmos no tempo para expor a velocidade do finlandês nesse início de campeonato. No Barein, no primeiro treino livre, foi 12 milésimos mais rápido que Vettel, terceiro e quarto. No segundo, Raikkonen obteve o primeiro tempo, 11 milésimos na frente de Vettel, segundo. No terceiro, já no sábado pela manhã, de novo liderou, ao passo que Vettel, quinto, foi 851 milésimos mais lento.

 
Raikkonen acelera Ferrari SF71H no Barein (Foto: Reuters)

Raikkonen acelera Ferrari SF71H no Barein (Foto: Reuters)

Já na classificação no Circuito de Sakhir a vantagem virou em favor de Vettel, pole position, com Raikkonen em segundo, a 143 milésimos. O finlandês reclamou de a equipe o liberar para a pista, com o segundo jogo de pneus supermacios, no Q3, no instante em que havia carros mais lentos na sua frente. Não tinha cara de bons amigos na sala de imprensa onde estava o GloboEsporte.com. E disse, depois, para a TV, “não entendei a decisão do time”.

Essa gana de querer estabelecer a pole, vencer, ao contrário da apatia do ano passado, que lhe valeu críticas até indelicadas do presidente da Ferrari, Sérgio Marchionne, tem muito a ver com a frase pronunciada nesta sexta-feira: “Eu me sinto sinto muito à vontade nesse carro”.

 

Projeto sob medida

 

O modelo SF71H tem uma reação que cai como uma luva para o estilo do finlandês, ao não sair de frente, ou seja, quando o piloto freia e gira o volante para iniciar a curva os pneus dianteiros assumem a nova trajetória, não arrastam, atrasando em alguns milissegundos a entrada na curva.

Raikkonen não sabe administrar carros subesterçantes, como são definidos os com esse comportamento, desejado por muitos pilotos. Carros que saem de frente, como regra, não têm a traseira solta, capaz de escapar de repente. Isso eleva a segurança dos pilotos, aumenta sua autoconfiança, os faz buscar o limite por saber que não serão surpreendidos com a perda abrupta de aderência no conjunto traseiro.

 

Quando isso acontece, não há muito o que fazer na F1, muito em função da concentração de peso exatamente na porção posterior do monoposto. A reação natural do piloto é frear com força para reduzir a velocidade antes de um eventual impacto no guardrail ou na proteção de pneus, se não houver boa área de escape.

 

Começou em Melbourne

 

O GP da Austrália já havia evidenciado a grande adaptabilidade de Raikkonen ao modelo italiano desta temporada. No primeiro treino livre, ele registrou o quarto tempo, Vettel, o quinto, 120 milésimos melhor. No segundo, Kimi ficou em quarto e Vettel em quinto de novo, 237 milésimos na frente. No terceiro, choveu, parou, os tempos não foram representativos, como demonstra o terceiro lugar de Marcus Ericsson, da Sauber.

 
As Ferrari estão em bom momento no Mundial (Foto: EFE)

As Ferrari estão em bom momento no Mundial (Foto: EFE)

Na classificação, em Melbourne, com Hamilton na pole, Raikkonen ganhou o primeiro duelo com o companheiro, ao obter o segundo tempo, 10 milésimos na frente de Vettel, terceiro. Na corrida, todos viram. Hamilton liderava com Raikkonen em segundo e Vettel, terceiro. Como o piloto da Mercedes e da Ferrari fizeram o seu pit stop e em seguida o safety car foi acionado, primeiro o virtual e depois o real, Vettel fez a parada nessa hora, perdeu menos tempo e saiu na frente dos dois. Em condições normais, muito provavelmente o finlandês teria recebido a bandeirada na frente de Vettel.

 

O erro do operador do farol na parada de Raikkonen no GP de Barein o impediu de ser no mínimo o segundo colocado, mas com chances até mesmo de vencer. Ele fez o segundo pit stop na volta 35, colocou pneus supermacios novos e daria 22 voltas muito rápidas, enquanto Vettel, vencedor, tinha pneus macios da 18ª volta, Bottas, segundo, médios da 20ª volta, e Hamilton, terceiro, médios, da 25ª volta. Raikkonen, terceiro, estava 6seg305 atrás de Vettel, líder, na 34ª volta, uma antes da sua segunda parada.

Vettel, Hamilton e Raikkonen no pódio da Austrália (Foto: REUTERS/Brandon Malone)

Vettel, Hamilton e Raikkonen no pódio da Austrália (Foto: REUTERS/Brandon Malone)

Vamos fazer as contas? Na Austrália, o resultado hipotético mais esperado, sem o safety car, seria a vitória de Hamilton, com Raikkonen em segundo e Vettel, terceiro. No Barein, com pneus supermacios novos, no mínimo Raikkonen seria segundo. Vimos, com números, como em todos os treinos livres, em condições normais, esteve mais rápido que Vettel até agora.

 

Vaga na Ferrari em risco

 

No Circuito de Sakhir, as declarações de Daniel Ricciardo, da RBR, de que poderá deixar a equipe, reforçaram a impressão geral de existir uma negociação em curso para o australiano ser o companheiro de Vettel na Ferrari em 2019. O alemão não mais se oporia. Isso porque viu que na escuderia italiana poderia ser mais rápido, eficiente que Ricciardo.

Seria uma forma de tirar o nó da garganta que ainda o incomoda pela temporada juntos na RBR, em 2014, o primeiro da era híbrida da F1. Naquele ano, Ricciardo venceu três GPs, Vettel, nenhum. Enquanto o australiano foi terceiro no mundial, com 238 pontos, Vettel se classificou somente em quinto, com 167, vindo de quatro títulos seguidos.

Como Raikkonen tem consciência da negociação, sabe que poderá perder o lugar na Ferrari, mas deseja se manter na F1, uma grande performance este ano, possível pelas características do modelo SF71H, como aprecia, levaria outros chefes de equipe considerarem sua contratação, além de deixar Marchionne em dúvida sobre a contratação de Ricciardo.

 
Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo podem se tornar novamente companheiros de equipe (Foto: Lars Baron/Getty Images)

Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo podem se tornar novamente companheiros de equipe (Foto: Lars Baron/Getty Images)

O desempenho de Raikkonen neste início de temporada ratifica a imagem de piloto surpreendente, de apresentar rendimento muito acima do esperado, por conta do que produzia até pouco tempo antes. Em 2009, o banco patrocinador da Ferrari assumiu a contratação de Fernando Alonso, então na Renault, e a Ferrari, insatisfeita com a performance de Raikkonen, o dispensou, mesmo tendo contrato para correr em 2010. O finlandês recebeu para não disputar a F1.

Mas em 2011 o finlandês se ofereceu a Gerhard Lopez, da Lotus, para voltar à competição. Ele assumiu a iniciativa. Mas, desconfiado, Lopez fez um contrato de produção com Raikkonen. Ele receberia por ponto conquistado. A quantia? 50 mil euros.

 

Pois contra todas as tendências Raikkonen voltou em grande forma, a ponto de somar nada menos de 207 pontos, terceiro no mundial, e com chance de título até as etapas finais. A conta a ser paga por Lopez a Raikkonen tornou-se bem alta, 10 milhões e 350 mil euros (207 x 50.000), acertada apenas no fim do ano seguinte, depois de o finlandês procurar Bernie Ecclestone para ver o que poderia fazer para receber, além de tornar público o calote.

Voltando ao GP da China, Raikkonen terá nova chance de mostrar ser ainda um piloto capaz de obter grandes resultados, como demonstram suas 20 vitórias, 92 pódios, 17 poles e o título mundial de 2007, com a própria Ferrari, em 273 GPs disputados, de 2001 a 2009, e de 2012 até agora.

Com isso, deseja convencer Marchionne, com a ajuda de Vettel, seu amigo e cabo eleitoral, a lhe dar mais um ano de contrato, ou convencer, por exemplo, a RBR, e quem sabe até a Mercedes, se os dois times não tiverem Ricciardo e Bottas em 2019. Tudo está em aberto, ainda.

Os carros voltam à pista no Circuito Internacional de Xangai, neste sábado, à meia noite, horário de Brasília, para o terceiro treino livre. A definição o grid será às 3 horas e a corrida, domingo, às 3h10.

 

 


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