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Esporte 26/6/2018 8:58:30 » Por

Trio MMM e variações táticas: As armas da Nigéria para dar o troco na Argentina

Seleção africana aposta em Ahmed Musa, John Obi Mikel e Victor Moses para finalmente vencer os argentinos



Por Rodrigo Lois, São Petersburgo, Rússia

26/06/2018 06h00  Atualizado há 2 horas

 

A Argentina é uma pedra nas chuteiras da Nigéria. As seleções já se enfrentaram quatro vezes em Copas do Mundo e os sul-americanos levaram a melhor em todas, sempre por só um gol de diferença. O troco pode vir no jogo desta terça-feira, em São Petersburgo, com direito à eliminação do rival. Para isso, o técnico Gernot Rohr tem algumas cartas na manga.

A primeira é o segredo em relação à escalação e ao esquema tático. A Nigéria tem como base a formação no 4-2-3-1, que foi vista na estreia contra a Croácia, mas pode variar para o tradicional 4-4-2. Só que a opção deve ser o 3-5-2, como na vitória sobre a Islândia e, mais relevante, como no triunfo por 4 a 2 sobre a Argentina no último amistoso entre as seleções, em novembro do ano passado, em Krasnodar, na Rússia.

Uma das principais armas é o atacante Ahmed Musa, autor dos dois gols sobre a Islândia. Na Copa do Mundo de 2014, foi ele que marcou os dois gols da Nigéria na derrota para a Argentina, por 3 a 2. Musa deve ser titular no confronto desta terça em São Petersburgo.

 
Musa dribla o goleiro islandês e toca para fazer o segundo gol (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Musa dribla o goleiro islandês e toca para fazer o segundo gol (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

- Ficamos muito felizes com os dois gols dele contra a Islândia, gols construídos pelo time, com ataque rápido, lindos. Espero que ele faça de novo. Musa estava lutando para estar no melhor ritmo e voltar à titularidade da seleção. Temos grande concorrência, grandes atacantes, mas a confiança dele agora vai nos ajudar a conseguir um grande resultado contra a Argentina - disse Gernot Rohr, técnico da Nigéria.

Quem também tem tudo para começar o jogo como titular é o meio-campista John Obi Mikel, capitão da equipe. Ele sofreu ma fratura na mão esquerda no fim do jogo contra a Islândia, foi a um hospital de São Petersburgo e colocou uma proteção na lesão. Ele treinou nesta segunda-feira sem sentir muitas dores, e agora só depende de um aval da arbitragem para entrar em campo com esse suporte de plástico.

 
Obi Mikel, treino da Nigéria (Foto: Pius Utomi Ekpei / AFP)

Obi Mikel, treino da Nigéria (Foto: Pius Utomi Ekpei / AFP)

John Obi Mikel começou a defender a seleção em 2006, com apenas 19 anos, e se tornou um dos maiores ídolos do país. Perdeu a Copa de 2010 por lesão, mas foi importante na campanha de 2014, quando a Nigéria chegou nas oitavas de final, e é uma referência para o grupo de 2018. Além disso, foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

O último integrante do trio MMM é o meia Victor Moses, do Chelsea. Na última temporada, ele disputou 38 jogos pelo time inglês (35 como titular) e marcou quatro gols. A reta final de preparação dele para a Copa do Mundo ficou um pouco comprometida com a tardia disputa da final da Copa da Inglaterra, mas o técnico Gernot Rohr acredita que ele jogará melhor do que contra a Croácia e a Islândia.

 
 
Moses e Gernot Rohr conversam durante o treino da Nigéria (Foto: AFP)

Moses e Gernot Rohr conversam durante o treino da Nigéria (Foto: AFP)

- Moses está em ótima forma. Ele é muito dedicado, tem treinado muito bem, há pelo menos quatro semanas. Teve férias menor que os outros, por conta do fim do ano do Chelsea. Fizemos alguns ajustes com ele e Obi Mikel. Estão como nos clubes. Ele está jogando na mesma posição que no time inglês, o que é ótimo para a Nigéria - comentou o treinador.

 

"Todos querem jogar ofensivamente, ainda mais pela seleção, mas fazer o trabalho sujo também é importante. E eles fazem isso pelo time, pelo Nigéria. Isso pode fazer a diferença contra a Argentina", disse o técnico Gernot Rohr

 

Preocupação com jogadas de bola parada

A Argentina ganhou da Nigéria por 2 a 1 nas Copas de 1994, por 1 a 0 na de 2002, de novo por 1 a 0 em 2010, e por fim por 3 a 2 na última edição, em 2014. Nessas quatro vitórias, cinco dos sete gols foram de jogadas de bola parada. Na estreia contra a Croácia, os dois gols sofridos saíram dessa maneira. É uma das grandes preocupações da comissão técnica.

No treino da véspera do segundo jogo, contra a Islândia, o técnico Gernot Rohr concentrou boa parte do trabalho nessa questão. Deu certo. O time não levou gol assim, interrompendo uma sequência de cinco jogos. Resta saber agora se a evolução continuará nesta decisão contra a Argentina.

- O mais importante nessa situação, quando o oponente é bom em faltas, é não fazer falta estúpida perto da área. Vamos ser agressivos, mas vamos evitar as faltas perto da área, desnecessárias. Defendemos essas jogadas contra a Islândia, e tivemos bons treinos com isso. Estamos preparados, sólidos, para defender o nosso gol contra a Argentina - afirmou Bryan Idowu, zagueiro da Nigéria.

Com quatro pontos no Grupo D, a Nigéria leva vantagem em relação à Argentina, que tem apenas um, e pode até jogar por um empate, dependendo do resultado entre Islândia e Croácia. Mas para garantir logo a classifcação para as oitavas de final, o melhor é vencer.

No caso, finalmente dar o troco.


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