Em vitória histórica dos trabalhadores, Senado aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada

PEC aprovada em dois turnos prevê jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários

Brasil e Mundo - 15/10/2026 16:23:51 » Por Leonardo Lelis (MTB 56291SP)
Atualizado em 15/10/202616:27h


Assista à entrevista feita pelo Programa Jornal do Trabalhador com o presidente do SETH, Sergio Paranhos, nesta quinta-feira (15/10)


A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 pelo Senado Federal, nesta quarta-feira (14/10), representa uma vitória histórica dos trabalhadores brasileiros. A avaliação é do presidente do Sindicato SETH, Sergio Paranhos, que destacou os benefícios da redução da jornada.


“Essa foi uma vitória da classe trabalhadora, como todas as vitórias que nós tivemos até hoje”, afirmou Paranhos, em entrevista ao programa Jornal do Trabalhador. Para o dirigente, a mudança permitirá que os profissionais tenham mais tempo para descansar, recuperar as energias e conviver com suas famílias.


O Senado aprovou a PEC em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A proposta prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segundo Paranhos, a conquista atende a uma reivindicação antiga dos trabalhadores. “Será um benefício para o trabalhador, que terá um tempo maior para poder descansar, restabelecer as suas energias, para poder ficar também com a sua família”, ressaltou.


O dirigente lembrou que a aprovação é resultado de uma luta construída ao longo dos anos, com participação de sindicatos e movimentos representativos dos trabalhadores, e defendeu que a redução da jornada beneficiará as próprias empresas, ao proporcionar melhores condições de descanso aos profissionais. "Não vai causar desemprego, pelo contrário, vai gerar novas oportunidades", disse. "Em outros países, quando isso foi implantado, houve medo que fosse causar um prejuízo muito grande, mas aconteceu o contrário e foi benéfico para as próprias empresas."


A aprovação no Senado representa um avanço decisivo, mas a aplicação das novas regras ainda depende da promulgação da emenda constitucional e do cumprimento do cronograma previsto. "Existe uma regulamentação e tudo mais. Conforme for acontecendo, a gente vai passar as informações para que os trabalhadores possam se atualizar", finalizou Paranhos.