'Esperamos que o município fiscalize de fato os contratos das empresas terceirizadas', afirma SETH

Desrespeito aos direitos dos trabalhadores terceirizados da Prefeitura vira rotina em São José do Rio Preto

Destaques Sindicais - 27/1/2026 18:0:1 » Por Leonardo Lelis (MTB 56291SP)
Atualizado em 27/1/202618:4h


Assista à entrevista feita pelo Programa Jornal do Trabalhador com o coordenador do SETH, Marlon Silva, nesta terça-feira (27/01)


Após a paralisação realizada no último dia 23 de janeiro pelas trabalhadoras da empresa Produserv, em conjunto com o Sindicato SETH, a terceirizada regularizou o pagamento do Prêmio de Assiduidade e da Cesta Básica, benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.


Em entrevista concedida nesta terça-feira (27/01) ao Programa Jornal do Trabalhador, o coordenador do SETH, Marlon Silva, destacou que a conquista só foi possível graças à união da categoria com o sindicato. “Felizmente, devido à mobilização das trabalhadoras com a participação do Sindicato SETH, obtivemos êxito. A empresa regularizou o Prêmio de Assiduidade e a Cesta Básica, benefícios conquistados por meio da negociação coletiva do sindicato”, afirmou.


A paralisação foi deflagrada após descumprimentos de obrigações trabalhistas por parte da empresa, incluindo atrasos no pagamento de benefícios e outras verbas.


O coordenador do SETH também chamou a atenção para a responsabilidade da Prefeitura de São José do Rio Preto, tomadora dos serviços, especialmente por se tratar de um contrato emergencial. Ele ressaltou que, além da regularização já realizada, o sindicato segue acompanhando outras pendências, como atrasos recorrentes de salários, rescisões e a situação do recolhimento do FGTS. “Não foi apenas o atraso da cesta básica e do prêmio assiduidade. Há relatos frequentes de atrasos salariais e de verbas rescisórias, o que é inadmissível para uma empresa que possui cerca de 600 trabalhadoras atuando nas escolas municipais”, reforçou. "A gente espera que daqui para frente o município, que tem responsabilidade subsidiária, de fato cumpra com sua obrigação de fiscalizador dos contratos", acrescentou.


Ele destacou ainda que o SETH continuará vigilante, como sempre. “O sindicato existe há quase cinco décadas, é um sindicato de luta. Se necessário, tomaremos medidas enérgicas nas esferas administrativa, sindical, jurídica e, como ocorreu agora, por meio da mobilização e paralisação.”