SETH pressiona Prefeitura e Produserv por atraso no tíquete-refeição dos trabalhadores e alerta para nova paralisação

Sindicato participa de reunião na Secretaria de Educação, denuncia problemas no pagamento de benefícios e salários e cobra cumprimento da Convenção Coletiva

Destaques Sindicais - 9/2/2026 18:51:27 » Por Leonardo Lelis (MTB 56291SP)
Atualizado em 2/9/202619:9h


Assista à entrevista realizada pelo Programa Jornal do Trabalhador com o presidente do SETH, Sergio Paranhos, nesta segunda-feira (09/02)


O Sindicato SETH participou, nesta segunda-feira (09/02), de uma reunião na Secretaria Municipal de Educação de São José do Rio Preto para tratar de novas irregularidades cometidas pela empresa Produserv Serviços, envolvendo o atraso no fornecimento do tíquete-refeição e problemas no pagamento dos salários das trabalhadoras terceirizadas que atuam como berçaristas nas unidades escolares do município.


A reunião contou com a presença do presidente do SETH, Sergio Paranhos, membros da coordenação sindical, supervisores da Produserv, da secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri, vereadores, além de representantes do PROCON de Rio Preto. O encontro ocorreu após nova notificação protocolada pelo sindicato, alertando sobre o descumprimento da Convenção Coletiva e a possibilidade de paralisação das atividades.


Em entrevista ao Jornal do Trabalhador, o presidente do SETH explicou os motivos da mobilização. “Nós notificamos a Prefeitura sobre a questão da empresa Produserv, que já deu problema no mês passado. Este mês, novamente, houve atraso no tíquete-refeição e existia a possibilidade de paralisação nesta terça-feira”, afirmou Paranhos.


Segundo ele, a Secretaria Municipal de Educação informou que a empresa foi intimada e se comprometeu a regularizar o benefício até esta terça-feira (10). “Caso isso não ocorra, na quarta-feira poderemos ter a paralisação”, reforçou.


Outro ponto discutido foi a situação envolvendo o pagamento dos salários por meio de banco digital utilizado pela empresa. De acordo com Paranhos, alguns trabalhadores tiveram valores descontados automaticamente em razão de empréstimos e mecanismos semelhantes a cheque especial, com juros elevados, enquanto outros ficaram sem acesso aos recursos após mudanças na plataforma bancária. “É um problema grave, que queremos combater. O PROCON participou da reunião justamente para orientar e buscar soluções para esses casos”, destacou.


O sindicato optou, neste momento, por atender à solicitação da Secretaria de Educação para que não haja paralisação imediata, evitando prejuízos à população. No entanto, a decisão é provisória e está condicionada ao cumprimento do que foi acordado.