SETH alerta - Atraso salarial pode levar trabalhadores da GSTAFF à paralisação em Rio Preto

Sindicato notificou empresa e Prefeitura nesta quinta-feira (10/09) e cobra pagamento imediato dos valores pendentes

Destaques Sindicais - 10/9/2026 16:13:55 » Por Leonardo Lelis (MTB 56291SP)
Atualizado em 9/10/202616:17h


Acesse aqui a notificação protocolada pelo SETH nesta quinta-feira (10/09)


O Sindicato SETH notificou, nesta quinta-feira (10/09), a empresa GSTAFF Serviços e a Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, em razão do atraso no pagamento dos salários referentes a agosto de 2026 dos trabalhadores que atuam nos serviços de limpeza e conservação das UPAs e UBSs do município.


De acordo com as informações recebidas pelo sindicato, aproximadamente 140 trabalhadores ainda não receberam seus salários, que deveriam ter sido pagos até o quinto dia útil de setembro, em 08/09.


Na notificação, o SETH cobra da GSTAFF a regularização imediata de todos os pagamentos e o envio dos respectivos comprovantes. O sindicato também deu ciência à Prefeitura sobre a situação e reivindica que sejam adotadas as providências administrativas e contratuais cabíveis para solucionar o problema.


Ainda nesta quinta-feira (10/09), o SETH irá se reunir com representantes da Secretaria Municipal da Saúde para denunciar o ocorrido, reivindicar uma solução para o atraso salarial e cobrar do município uma atuação efetiva diante das irregularidades relatadas pelos trabalhadores durante a execução do contrato.


O atraso salarial não é um caso isolado, pois ao longo da execução do contrato houve outras denúncias de atrasos de pagamento de salários e benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, como tíquete-refeição e cesta básica.


Diante desses problemas, trabalhadores procuraram o SETH e manifestaram a intenção de paralisar as atividades a partir desta sexta-feira (11/09), caso os salários continuem pendentes.


O sindicato ressalta que a possibilidade de paralisação decorre da persistência do inadimplemento e busca pressionar pelo cumprimento das obrigações trabalhistas. Por se tratar de trabalhadores que prestam serviços em unidades de saúde, eventual paralisação respeitará os limites legais aplicáveis às atividades essenciais, garantindo a manutenção dos serviços indispensáveis à população.


Caso os salários não sejam regularizados, poderão ser adotadas outras medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais cabíveis para defender os direitos dos trabalhadores.